quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Entediante Noite Silenciosa.

Sentindo nostalgia da noite. Não sei... Cansado talvez.
Morto, dilacerado pelas bombas de meu coração e minha cabeça. Essa inquietude que de mim toma conta está apodrecendo a minha, já pouca, energia.
A melodia que está em meus ouvidos essa noite, não tem pé nem cabeça, me confunde, me correi... Mata-me.
Não preciso de lágrimas para lubrificar a minha mente. Preciso de palavras pra acalmar meus pensamentos. Quero mudar, ser apenas um peso não significa nada...
Estou cansado de “querer fazer”, eu vou fazer... Estive pensando em meus diversos desejos... Talvez o maior de todos seja o de ser útil.
Sou o maior usuário dos meus pensamentos e serei o eterno refém dos meus receios.
Não quero ser notado, nem taxado, não quero crescer e nem parar no tempo. As minhas gavetas abarrotadas já não marcam a hora do meu recreio e minha lancheira embaixo da cama já cheira a mofo. O travesseiro sem mancha de baba denuncia a minha falta de sono.
Pra falar a verdade já não quero mais dormir para me acostumar com a inquietude. Quero prosseguir daqui, do topo desta montanha, abrindo os braços para sentir um pouco do que os pássaros sentem assim eu descobri o quão nós, meros seres humanos, somos.
Receio que o mundo precise mais de pássaros do que de humanos.
Mas mesmo assim não deixarei de sonhar... Não deixarei de me encantar... Nem de sorrir, chorar e cantar. Meu canto, seu sei que não é digno de admiração. Meu canto é apenas uma libertação da rotina silenciosa.
Silêncio que encanta e mata. Silêncio da sabedoria e da ignorância, do desprezo e do apresso...
Mas tudo têm silêncios. E meu silêncio de pausa agora... ETERNO.

Um comentário:

jessica disse...

Não para de postar que eu adoro ler!